Sem garantias.

A vida costuma ter seu próprio ritmo e leveza. Ela dança com a gente quando a gente permite aprender a dançar com ela.

Permita-se. Dê uma chance.

Aceite que precisamos de tempo. Mas não o tempo do relógio. O tempo que mora dentro de ti. É ele que vai te mostrar tudo aquilo que hoje você não consegue compreender. Deixe-o fluir. Sem pressa, sem cobranças.

Experimente.

Frustração dói, mas não mata. Aos poucos você vai aprendendo a tirar boas lições e aprendizados. Frustração tem o poder de te fazer um ser humano melhor, mais preparado para as adversidades da vida. Aproveite.

Tenhas mais problemas. Sim: problemas!

O que vai importar, sempre, é como você lida com suas emoções e sentimentos perante as adversidades da vida. Problemas nunca vão acabar. Muito pelo contrário: quanto mais vida, mais problemas.

Sinta.

Chore quando sua alma pedir um descanso. O choro sufocado de hoje é a dor no peito amanhã.

Quebre-se em cacos quantas vezes forem necessárias. Aprenda a escutar suas dores. E se reconstrua, se redescubra. Cole os cacos. Fortaleça-se, saia dessa melhor, mais íntegro, mais forte, mais vivo.

Recomece.

Pessoas vão te decepcionar e te machucar. Sempre. Não mudamos as pessoas. Elas virão e irão embora. E no fim o seu principal relacionamento é contigo mesmo.

Cuide-se.

Estamos todos no mesmo barco: com medo, sozinhos, sem respostas fáceis. O futuro é sempre incerto para todas as pessoas.

Ser adulto é trocar o pneu do carro com ele andando. Vamos fazendo, errando, aprendendo e refazendo. Tudo ao mesmo tempo. Haja resiliência.

Corra.

A vida é um daqueles animais selvagens que precisam de liberdade e de vento na cara. Quanto mais você tenta prender e dominar, mais ela foge. E sempre foge para mais longe. Aprenda a correr junto. Aprenda a dançar.

Sem roteiros, sem fórmulas, sem receita de bolo. A vida não dá garantias de nada. É o papel em branco que te entregaram na pré-escola. Cabe a você, e somente a você, dar o sentido que ela pede.

E ninguém disse que seria fácil, não é mesmo?

Meu curso de inglês no Canadá

Olá pessoal, tudo bom?

Hoje o post é sobre minha experiência estudando inglês aqui no Canadá. Estou na minha sexta semana e ficarei aqui mais 10 semanas.

Apesar das dificuldades, apoio quem decide fazer intercambio. Acho que tudo é válido e podemos tirar proveito de todas as experiências que temos.

Compartilho abaixo meu atual momento de vida….rsrsr…

Sobre meu curso: eu tenho 3 aulas por dia: gramatica, redação e “conversar/falar/escutar”.

A aula de gramática é 100% igual a nossas escolas e professores no Brasil. A diferença é que você precisa entender em inglês já que não tem como o professor explicar a gramatica em português…kkkk…mas não é complicado porque temos muito material na internet em português…a internet é uma santa aliada nos estudos de qualquer assunto. Basta ir no Youtube e você encontra qualquer assunto/conteúdo lá!!.

Aula de redação: eu nunca tive aula de redação no Brasil. Já passei por escolas e professores particulares e nunca me ensinaram como fazer redação em inglês. Sempre tive esta dificuldade, mas com um mês de aula dá pra aprender muita coisa. Eu acha impossível escrever, agora já consigo me virar. Não é difícil!!! aqui eu aprendi alguns “macetes”, algumas palavras-chave para você “juntar” as frases….é bacana…

Aula de falar/conversar/escutar (speaking and listening): bom, esta é a pior parte. Precisamos de pessoas para desenvolver esta importante habilidade. Infelizmente não tem como aprender meio que sozinho. O resto você consegue se virar sozinho e tem a ajuda da internet. Mas o “falar” você precisa interagir. E aí começam os problemas….
1 – Pra minha surpresa eu estudo com muitos adolescentes. Infelizmente eu não tenho muito assunto porque estamos em fases de vida bem distantes. Na maioria das vezes eles nunca trabalharam, logo não há afinidades. E e as vezes rola uma bagunça na sala =(
2 – 90% da escola é asiática. Eu não tenho nada contra pessoas da Asia, mas a questão é que eles são tímidos (mais que eu!!) e um pouco fechados.
3 – Como a escola praticamente é de asiáticos, temos muita dificuldade de entender um ao outro por dois motivos: eu não entendo o sotaque deles e vice-versa. Puxar um papo e manter um dialogo é sofrível…ahahaha. Ou seja, além da dificuldade do próprio idioma (inglês) temos a barreira do sotaque de cada pais e da limitação (de vocabulário de cada pessoa)…ou seja…gente, aqui não rola bater papo…se eu puxo assunto meio que vira um interrogatório: eu pergunto, a pessoa responde e vice-versa. Parece ping-pong…….a conversa não “flui” e não fica legal de conversar por um certo tempo.
4 – Nesta aula de “speaking” eu estudo com mais 3 brasileiros. Gente, falar com outro brasileiro é ótimo porque o nosso sotaque é igual (não importa a região do Brasil) mas temos a questão da vergonha né? não falamos entre a gente…é raro eu praticar meu inglês com meus amigos…entre a gente parece que rola uma vergonha e ou uma critica a mais (ou uma competição)…a gente se compara muito, eu acho. Por isso eu não curto muito estudar com brasileiros…

Enfim, por estes motivos, eu resolvi fazer duas coisas: vou mudar meu curso para um tal de Business English (saberei mais detalhes nesta terça) e também farei um teste com aulas particulares.

Vocês acreditam que fazer aula com um canadense aqui sai MAIS BARATO do que estudar com professores brasileiros no Brasil?
Pelo menos em São Paulo (capital), o pessoal cobra em média 100 reais por hora de aula particular. Aqui no Canada, pagarei 78 reais a hora mas com um professor canadense que fez faculdade de inglês aqui!!!

Sobre o Canadá! Agora vem o choque!!! kkkk. No Canadá (talvez no EUA também) o povo NÃO ESTUDA GRAMATICA NA ESCOLA!!! NEVER!!!! (eles estudam historia/geografia e tal, mas aula de gramatica, como a gente, não existe) por isso que é “comum” eles escrevem errado. Já vi matéria de revista com erros de gramatica!!!!. Eles só sabem como falar certo, mas no fundo não sabem o porque falam do jeito que falam.

Ou seja, nós sabemos muitos mais de inglês do que um nativo. A gente só não tem a “vivencia/imersão” no idioma e que acaba atrapalhando nosso desenvolvimento.

 

De que forma o perfeccionismo atrapalha nos estudos do idioma inglês?

Abs e boa semana!

Perfeccionismo no trabalho: comece e termine suas atividades

Olá pessoal, boa tarde!

Hoje a ideia do post veio de algumas situações difíceis que passei em meu último emprego.

Como o nome já sugere, o perfeccionismo visa atingir uma perfeição que não existe. No ambiente do trabalho é pior ainda, pois a cobrança aumenta, a pressão aumenta e ficamos sofrendo por causa das atividades que temos que realizar. E as consequências, no meu caso são: aumento da ansiedade, medo, angustia.

Segue uma lista de tudo aquilo que aprendi no final do ano passado e que espero colocar em prática em meus próximos empregos.

  • Nem sempre nosso chefe e colegas são tao exigentes quanto a gente mesmo. Ou seja, a pior cobrança vem sempre da gente mesmo. Eu sempre achei que todo mundo tinha esta alta cobrança no trabalho, mas estava enganada. Comecei a reparar que a maioria das pessoas não sofre tanto. Portanto, eu aprendi a ter um outro olhar para o trabalho a partir do olhar de outras pessoas. Não preciso ser perfeita, pois isso nunca deve ser exigido de ninguém no ambiente de trabalho.
  • Se precisamos ter mais segurança e confiança em nosso trabalho, devemos buscar alternativas para que isso aconteça. Se você não está certo sobre seu trabalho, busque estudar mais os assuntos relacionados ao seu trabalho. Busque ajuda com outros profissionais. Não tenha medo de perguntar!. Se precisar, trabalhe em casa, faça hora extra aos finais de semana. Pense que este momento é temporário, você não vai trabalhar assim pra sempre. Quanto mais a gente entende do trabalho, mais confiança temos em tomar decisões.
  • Falando em tomar decisões: na maioria das vezes, não teremos 100% de certeza nas decisões que vamos tomar. É normal este ambiente de incertezas e isso pode provocar muito medo de errar. Ou seja, tome suas decisões  com medo mesmo!. Isso significa que você vai se embasar o que for necessário as suas tarefas, vai estudar e se planejar. Mas se em algum momento ficar inseguro com algo, não perca o “time”, verifique se já não perguntou o suficiente para seu chefe. Vai lá e defina, decida, arrisque. Enfim, sei que é fácil falar, mas fazendo isso aos poucos, vamos aprendendo a lidar com o medo de errar.
  • E porque temos que arriscar, mesmo com medo? Por um motivo simples: é mil vezes melhor você fazer algo e errar do que não fazer por medo. Ou seja, seu chefe te passa uma atividade e você paralisa de tanto medo que ficou. Qual o resultado? não entregar pode ser desastroso. No mercado de trabalho, é melhor você fazer algo, mesmo estando errado do que passar a falsa impressão de ser um incompetente. Vai por mim: faça suas atividades, tenha embasamento nos caminhos que te levaram a fazer daquele jeito e ENTREGUE! não demore, não perca tempo. Todos erram. Não se preocupe com o julgamento dos outros. O erro não significa seu valor como pessoa.

Enfim, espero ter ajudado um pouco. Sei que é bem difícil lidar com o perfeccionismo no trabalho, Mas há saída!, percebam que há mecanismos para lidarmos melhor com este desafio.

Você já fez algo que melhorou seu perfeccionismo no trabalho? Comente aqui no blog =)

bjs – Carol

 

 

 

 

Quando tudo dá errado. Ou quase

Oi pessoal! feliz 2017 (meio atrasado…rsrsrs).

Este post será um pouco mais genérico, pois gostaria de compartilhar com vocês, de uma forma macro, meus últimos acontecimentos. Os próximos posts serão com base neste aqui.

O final do ano passado foi um tsunami em minha vida. Até agosto tudo estava dentro da normalidade. A partir de setembro minha vida foi degringolando até eu chegar no fundo do poço. Ou quase isso.

Em maio eu mudei de emprego e parecia que eu, finalmente, tinha conseguido uma grande oportunidade. Doce ilusão. Fui tendo dificuldades, exigências na qual eu não estava preparada. Já sentia que podia ser demitida, mas sempre temos esperanças de que as coisas vão melhorar. Saí da minha demissão me sentindo um lixo, um zero a esquerda. A cada dia eu percebo como as empresas parecem um moedor de carne humana.

Em outubro eu conheci um cara que parecia estar interessado em me namorar. Após um mês saindo, resolvemos namorar. Após um mês de namoro ele terminou do nada. Simples assim. Sem muitas explicações para que tentasse entender o ocorrido.

Final do ano tive uma discussão besta com minha família. Foi a gota d’ água para eu sair de casa e ir morar sozinha.

Enfim, depois que tudo desabou na minha cabeça ao mesmo tempo, eu resolvi que era hora de dar um tempo. Voltei para a terapia e semana que vem estou embarcando para o Canadá. Ficarei 4 meses estudando inglês. Na volta, mudo de área, de profissão, de vida. De tudo (assim espero).

Enfim, vou escrever de lá. Vamos conversar sobre os aprendizados que eu tive com tudo o que aconteceu e falar sobre a experiencia que terei no Canadá.

um beijo e até lá!

 

 

 

 

Facebook: uma vida idealizada

Mais um fim de ano chegando. Mais uma época do ano em que todo mundo do meu Facebook é feliz, celebra uma família de comercial de margarina, faz viagens fantásticas e tem uma vida incrivelmente fantástica.

Já eu, bem…..eu nunca gostei de final de ano. O que me faz mal é sentir este clima de “obrigação de ser feliz”. E não, este ano, definitivamente, não foi um ano bom.

Ficar vendo no Facebook toda a alegria que eu não tive me deixa mais pra baixo ainda. Sim, confesso que eu fico comparando a minha vida e minhas realizações com a vida dos outros. E pra piorar, como todo mundo só coloca coisa positiva no Facebook, eu fico me achando a mais fracassada das pessoas. A vida das pessoas sempre parece mais incrível do que a minha.

Uma vez, minha psicóloga disse que ficava intrigada com as postagens de seus pacientes no Facebook. Ela me disse que era comum o paciente criticar e reclamar de alguém da família, e logo em seguida, fazer posts dizendo o oposto, exaltando aquilo que ela mais criticava.

Perguntei o porque isso acontecia e ela me disse o que eu escrevi no título deste post. O Facebook é o lugar onde a nossa vida é do jeito que idealizamos e imaginamos. E claro, a gente só vai imaginar e projetar coisas positivas. Talvez uma forma de distrair um pouco a dura realidade.

Saber um pouco disso me ajudou a achar que eu não sou a única que tem problema com a família, que não consegue um emprego bacana e decente, que não dá certo em relacionamentos, que tem medo do futuro, que se decepciona com amigos, que não tem o corpo que gostaria e por ai vai. A lista é grande rsrssr.

Uma dica que eu dou para vocês e que tem me ajudado: no Facebook, só siga as pessoas que realmente fazem sentido para sua vida. Não vale a pena receber em sua timeline pessoas que não te agregam. Hoje mesmo eu criei uma lista de restrito, onde um grupo de pessoas não verá minhas próximas publicações.

Não se permita comparar sua vida real com uma vida idealizada.

bjs

Carol

 

 

O que eu aprendi com a raiva

Sou uma pessoa que já sofreu muito com a raiva.

Durante quase toda a minha vida eu achei que era “errado” sentir raiva. Que eu deveria ser uma pessoa “zen”, equilibrada e madura tanto a ponto de não chegar na bendita raiva. Logo, além de sofrer por estar com raiva, eu me criticava muito por passar raiva.

Até que um dia a ficha caiu. Ano passado, passei um nervoso muio grande no trabalho. Uma pessoa me deixou com raiva e para eu não explodir naquele momento, eu levantei e sai da minha mesa. Fui até o café e fiquei me distraindo, até a adrenalina baixar.

Pela primeira vez, eu fiz a coisa certa. Eu assumi a raiva e não fiquei me criticando. EU ME ACEITEI COM A RAIVA. E eu, pela primeira vez, percebi que era uma questão de tempo. Que não adiantaria eu ficar me criticando, que eu deveria fazer coisas para me distrair daquela situação. Mas vejam, distração para a raiva ir diminuindo. E não distração para fingir que nada está acontecendo. São coisas diferentes!

O que eu aprendi é não ficar mais me torturando, me criticando. Aprendi a aceitar a raiva e saber lidar com ela. Quando ela chega, não adianta também ficar martelando: “não fique com raiva”! Não vai adiantar!. Aceite, de coração, que você está em um estado desagradável. Claro que seria legal a gente não passar por isso, masss… a vida é assim. Na maioria das vezes as coisas não serão do nosso jeito.

Quando eu percebo que estou com raiva, eu saio do local onde estou e vou esperar minha cabeça esfriar. Vale você ir dar uma volta, tomar um café, assistir televisão. Ou seja, a possível explosão que você teria, tem a chance de diminuir ou até sumir.

Quando estamos com a cabeça mais fria, conseguimos pensar melhor, analisar melhor a situação. Não se sinta culpado (a) por estar com raiva. Infelizmente, não temos sangue de barata rsrsr. O importante é não “parar” na raiva, e sim, passar pela situação incômoda e descobrir qual a melhor solução para o problema que te levou até a raiva.

E você? como tem lidado com a raiva?

bjs

Carol

 

 

 

 

O amor que transforma e liberta

No começo deste ano, aconteceu comigo algo inusitado e que me fez refletir bastante.

Num belo sábado de manhã eu estava me preparando para um casamento que eu teria a noite quando eu escuto uma pequena confusão na sala. Chegando lá, dou de cara com uma de minhas gatas (tenho 4!) correndo pela casa com um passarinho (rolinha) na boca. Entrei em desespero e tratei logo de tirá-lo dela. Verifiquei e ele estava vivo. Ufa, que alivio!. Minha tia e eu tratamos de colocá-lo perto de uma árvore para ele ir embora. Só que ele não voava e começou a andar. Outra aflição: estava com uma das asas quebradas!

Acabei não pensando muito na situação e corri logo para um pet shop que tem na minha rua. Comprei uma gaiola, suporte para área e alpiste. Coloquei o bichinho lá, todo assustado. Fiquei pensando no que eu iria fazer.

No dia seguinte (domingo cedo), acordo com minha irmã batendo no meu quarto: “Você não vai acreditar. Elas (as gatas) pegaram mais um pássaro!”.

Oi? como assim? mais um? Jesus! e agora?

Enfim, o processo foi o mesmo: tirar o coitadinho da boca da gata e colocar na gaiola, já que eu tinha tudo pronto lá.

Resolvi cuidar dos passarinhos. Um estava com a asa quebrada e o outro estava com um buraco na barriga.

passaros

No próprio domingo, fiz minha irmã me levar a um veterinário. E foi complicado achar, pois nem todos abrem de domingo e nem todos tratam de aves .Enfim, achamos um um pouco longe de casa.

Levamos, eles foram examinados e operados. Pois é, a rolinha que tinha um buraco levou uns pontinhos. Mas a outra não teve jeito: ficou com a asa quebrada.

Fiquei uma semana acordando cedo para dar remédio e antibiótico. Durante uma semana eu dava remédio 3x por dia. Vocês não imaginam como é difícil segurar um passarinho e dar remédio no bico. Limpava a gaiola, dava alpiste e água. Me preocupei de verdade com eles. E eu que nunca tive vontade de ter pássaros. E nunca tinha tido.

Como a tia que mora comigo possui uma chácara no sul de Minas, resolvemos deixar lá, pois teria uma pessoa lá para cuidar.Após 2 semanas em casa, eles se foram.

Após um mês percebi que um deles já está bom e podia voar. Resolvi soltar. Poucas semanas depois, o outro, com a asinha quebrada, não resistiu e morreu.

Descobri em um força, uma energia, um sentimento que eu desconhecia. Descobri um tipo de amor que transborda e transforma. Um tipo de amor que cresce dentro de você e vai para o mundo, para o universo. Um sentimento que não consegue se prender a nada, ele flui, ele tem movimento e vida independente.

Senti a necessidade de fazer algo por estas criaturinhas de Deus. E pela primeira vez, não esperar nada em troca. Nada. Lá no fundo, percebi também que eu sempre espero que algo aconteça após eu fazer algo. Após realizar algo bom no trabalho, eu espero que alguém reconheça. Ao ajudar minha família, eu espero que eles sejam legais comigo, ao ajudar um amigo, eu espero que ele também me ajude.

Doce ilusão. Quantas vezes eu quebrei a cara por causa disso? Quantas frustrações? Quanta raiva? Quanta mágoa? Quanta revolta? E percebam…tudo isso dentro de mim…..sem saber o que fazer com tantos sentimentos envolvidos e confusos.

Quando soltei o passarinho, senti uma mistura de alivio e felicidade. Feliz por ele ter voltado para a sua vida. Aliviada por ter conseguido.

Quando soube da morte do segundo passarinho, fiquei mal. Me senti incompetente e fracassada. Mas eu sei que eu fiz o que pude com os recursos que tive.

Muita coisa começou a fazer sentido após a entrada destes dois passarinhos em minha vida. Senti que este gesto veio a preencher um vazio que eu não sabia que existia.

Ou talvez eu até soubesse deste vazio/buraco. Mas eu estava ocupada demais comendo e me entupindo de calorias para perceber isso.

Este sentimento me mostrou que é este o caminho. Que não há mais dúvidas. De que eu devo seguir a minha vida e não esperar nada em troca. Esta frase é clichê, eu sei. Mas é assim mesmo. Não esperar alguém ou algo acontecer. Eu devo ir lá e fazer minha parte, mesmo recebendo críticas. Obvio que meu pai me criticou quando me viu cuidando dos pássaros. Obvio que se eu contar para as pessoas que eu gastei 600 reais (gaiola, veterinário, remédio, etc), vão me criticar. Quer saber? Faria tudo de novo.

Pensei que iria ajudar dois bichinhos e no fim, foram eles que me ajudaram. Me ajudaram a ser mais solidária, a espalhar o amor para quem realmente precisa, a não aguardar o meu “troco”, a olhar as pequenezas da vida como são: pequenas e passageiras.

 

 

 

 

Ela está por toda a parte

“Eu vou fazer você passar mal. Vou te incomodar bastante. Muito. Vou te atrapalhar em todas as atividades que você for realizar. Você vai tentar se livrar de mim várias vezes, mas vai ser bem difícil. Seus pensamentos ficarão confusos e perdidos. Você não saberá como lidar comigo. Eu vou fazer seu coração acelerar ao máximo, você vai chorar, gritar, mas eu não vou dar trégua. Vai tudo piorando cada vez mais até eu te tirar o ar, o fôlego. É como se eu começasse a te enforcar até você perder a consciência. Prazer, meu nome é Ansiedade”.

Caro leitor (a), já viu algo semelhante? Pois é assim que eu me senti da ultima vez que o transtorno de ansiedade me pegou de jeito. Foi feio, passei mal, tomei remédio, fiz tratamento.

Não sei se é “chover no molhado”, mas tentarei explicar o que é a ansiedade sob o ponto de vista de alguém que já sofreu muito com ela.

A ansiedade é o medo de algo que vai acontecer em breve. É o tal medo do futuro. Mas não é o futuro de 5 ou 10 anos. É o futuro de amanhã, semana que vem. Quando analisamos este tal futuro, ele é sempre ruim. Sempre as coisas não vão dar certo, as coisas vão piorar, tudo será um grande desastre. E como temos “certeza” desta catástrofe, começamos a sofrer no momento presente. Queremos antecipar logo a tal “catástrofe”, queremos parar de sofrer.

Se tem uma coisa que a vida me ensinou é que a minha imaginação é muito pior do que a realidade. Que eu fantasio muito alto. Talvez você seja assim também.

Um reflexão que gostaria de fazer é a seguinte: Porque você acha que sempre TUDO vai dar errado? porque temos esta visão pessimista a todo instante?

Uma pessoa que vive ansiosa acha que ela não é digna das coisas boas que a vida oferece. Você já se questionou sobre isso? Porque as coisas nunca devem dar certo na sua vida?  Como você tem certeza que tudo na vida vida sempre vai dar errado?

Porque pensando desta forma, a ansiedade sempre vai ser uma visita bem indesejada.

Talvez fosse o caso da gente começar a questionar a própria ansiedade quando ela surgir. Quando ela aparecer, questione porque você não pode ter uma expectativa diferente do padrão que vem tendo.

Porque você não pode ser feliz?

 

 

 

 

 

Voltando ao Blog

Olá

Após 4 anos desativado, resolvi voltar a escrever no Blog. Na verdade, vou desativar o segundo e continuar com esse, pois este aqui é mais fácil de ser encontrado no Google do que o segundo.

Gosto do Nome “Uma Estrela Caiu”. Por isso, mudei o nome do Blog e também o layout. Não curti muito a foto das montanhas, mas ainda não sei como mudar rsrsrsrs.

Aos poucos vou migrando os artigos do segundo blog para este aqui.

ainda hoje posto um texto.

bjs